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31/12/2009

Grupos de Pedaladas




Balada de Pedais - com este título saiu na revista de verão do DC (pág.15) uma "reportagem" dos vários grupos de pedal que se encontram pela cidade de Floripa. Com vários objetivos, desde apenas pedalar como lazer, para melhorar a saúde, para treinos e outros que se dedicam mais ao "cicloativismo", não gosto muito deste termo, mas é utilizado para definir aqueles que reivindicam o Respeito aos Ciclistas e Pedestres, além da implantação de estruturas viárias tais como as Ciclovias, Ciclofaixas e Passeios. Sendo estes últimos a "luta"do nosso Movimento, a Ciclovia na rua Osni Ortiga para o deslocamento seguro de ciclistas e pedestres.

O Movimento Ciclovia na Lagoa Já esteve presente em vários eventos como participante, promovendo alguns também e na Bicicletada da Lagoa todo segundo sábado de cada mês. (410 ciclistas)

Uma coisa todos tem em comúm, a mobilidade urbana sustentável, ou seja transporte urbano sem emissão de poluentes no ar ou sonora e sem congestionamentos !!!

Um dois mil e 10, nota dez !

E que nossa Ciclovia seja definitivamente implantada !!!

22/09/2009

"A mobilidade que queremos"

"A mobilidade que queremos", por João Batista Nunes: o transporte pensado para a coletividade, e não para os indivíduos

Neste 22 de setembro, milhares de municípios em mais de 40 países estarão promovendo o Dia Mundial na Cidade Sem Meu Carro, incentivando o uso de outros meios de transporte que não seja o automóvel. Um dia que, mais do que deixar o carro em casa, servirá para uma reflexão sobre a mobilidade urbana que queremos para nossa Capital, e sobre como comunidade e poder público podem imprimir ações para tornar a cidade mais humana e com melhor qualidade de vida.

Pensar mobilidade urbana significa entender a necessidade imediata de priorizar o coletivo, e não o individual. Em média, os carros particulares ocupam 58% do espaço viário das cidades para levar 20% das pessoas que se movimentam no espaço urbano. No sentido oposto, os ônibus transportam mais de 68% das pessoas, ocupando apenas 24% do espaço. Dados simples que mostram que não há como pensar uma melhor mobilidade urbana sem ações fortes que incentivem o uso do transporte coletivo. Esse incentivo passa por um transporte urbano rápido, eficiente e moderno.

Em Florianópolis, medidas baratas e corajosas, como a implantação de corredores exclusivos ou preferenciais para ônibus (linhas brancas) estão se mostrando eficazes, diminuindo o tempo dos percursos, principalmente nos horários de pico, e tornando o transporte coletivo mais rápido do que o individual. Outra ação para incentivar o uso de ônibus será a modernização dos terminais, transformando os equipamentos em verdadeiros shoppings de serviços e comércio, que poderão, também, gerar recursos para serem aplicados no transporte público, tornando o sistema autossustentável e de custo muito menor.

Juntamente com a melhoria do transporte público é fundamental, também, humanizar nossas vias, priorizando as pessoas, buscando outros modais de mobilidade urbana com ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e diversos outros mecanismos que incentivem a troca do carro por meios não poluentes de locomoção.

João Batista Nunes é Vice-prefeito e Secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis

Retirado daqui.

24/08/2009

Boas notícias em Blumenau

22/08/2009 | N° 11712
OPINIÃO DO SANTA
Um passo para o futuro

Em reportagem publicada na edição de quinta-feira do Santa, a diretora de Planejamento Viário do município, Rita de Cássia Bruel Antonio, tornou pública a ousada e corajosa decisão da prefeitura de Blumenau de expandir a malha cicloviária nas ruas centrais da cidade. Ousada por representar uma tomada de posição ao lado do que há de mais moderno no mundo em termos de gestão de trânsito – vale dizer, o poder público oferecendo aos cidadãos uma alternativa de deslocamento segura e não-poluente. E corajosa por, em não sendo uma medida em torno da qual haja unanimidade de opiniões, ainda assim ter resistido a pressões e optado pelo caminho ecologicamente sustentável.

Se num primeiro momento a iniciativa de investir em ciclovias pode parecer questionável, qualquer análise mais profunda, racional e sensata do problema, que rompa com o imediatismo, levará à conclusão de que é uma questão de tempo o colapso do trânsito nas grandes e médias cidades do país e do mundo. Se por um lado é impossível prever quando tal esgotamento acontecerá em Blumenau, por outro é coerente vê-lo como uma ameaça real.

Ao apostar nas ciclovias como opção de transporte, a administração municipal cumpre seu papel de ser não só gestora do presente, mas formuladora do futuro. Desta forma, está alinhada com a premente necessidade de o poder público se antecipar e criar opções de transporte alternativo. E, assim, ter legimitidade para, caso seja necessário, implantar ações restritivas ao uso do automóvel, como já acontece em grandes capitais europeias – Londres, por exemplo –, onde cobra-se pedágios de quem insiste em circular na região central da cidade.

Resta esperar agora que a comunidade como um todo – e os personagens do trânsito em particular – tenham a maturidade e a consciência necessárias para reconhecer a importância e apoiar a implantação de um roteiro de ciclovias no município. E este reconhecimento passa pela percepção de que as cidades com o sistema viário mais bem resolvidos do mundo aprenderam a abrir espaços para os ciclistas. E que, além da redução da emissão de poluentes, há o ganho em termos de saúde por parte dos usuários de bicicletas, de forma a aliviar a pressão sobre o sistema público de atendimento.

E se estes não forem motivos suficientes para que se apoie as ciclovias, pensemos nas gerações futuras.

Retirado; http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,185,2626916,12967